10.12.09

Inessa Galante

Primeiro post depois de um longo inverno.

Bem, minha mãe me deu um cd de árias. A cantora não é nenhum diva famosíssima, embora se saia muito melhor do que qualquer cabecinha coroada do mundo lírico: Inessa Galante. Cantora letã, país vizinho ao de Violeta Urmana, uma de minhas favoritas, já cinquentona, é uma autêntica soprano lírico spinto, com beleza de timbre, peso e flexibilidade que a tornam perfeitas para Verdi, Mozart e alguns papéis de Strauss. Muito melhor que Gheorgiu, Fleming ou Netrebko, embora não seja bonita como elas. Um achado. Quisera eu ter dinheiro para poder viajar a Helsinque ou Estocolmo, as praças onde a moça irá cantar no futuro. Mas não tenho e o jeito é ficar por aqui ouvindo o cd mesmo.

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20.5.08

Fidelio de merda no Municipal...
Para se assistir de olhos fechados, já que a orquestra ainda vale o ingresso...
Agora, cenografia, direção cênica... PIADA! E os responsáveis por isso ainda têm coragem de ir ao palco do teatro ao fim da récita receber inexplicáveis aplausos. Ok, sem dinheiro não dá para esperar um produção Franco Zeffirelli, mas se há uma ópera onde a criatividade poderia tomar lugar da opulência no que tange a figurinos e cenografia, esta ópera é Fidelio. E outra coisa: criatividade não é pobreza de espírito! Definitivamente! E aquela coreografia do coro no fim... Aquele balé na cena de entrada do Pizarro... QUE PORRA ERA AQUELA???
Estou muito irritado com esse espetáculo!
Entre os cantores, eu diria que todo mundo foi mal... com exceção do Iturralde. Gostei bastante. Mas um Rocco muito bom não é suficiente para salvar um Fidelio. Sem Leonore ou Florestan, não sobra muita coisa. Eu acho que Janette Dornellas até tem voz para Leonore, mas acho que ela é vítima dos abusos que comete: a mulher já cantou Turandot, Lady Macbeth, Amneris e Elletra (do Idomeneo). Não há boa voz que se mantenha em forma assim. Agudos poderosos em fortíssimo - foi só o que vi. De resto, a única coisa que posso ressaltar é que ela deu tudo de si no Abscheulicher, irregular que só... E acho que o dueto do segundo ato com o Pierce foi o pior O namenlose Freude que alguém poderia ouvir na vida.
O teno John Pierce começou prometendo no recitativo que abre a grande ária de Florestan no segundo ato, mas ficou na promessa... o desfecho foi, no mínimo, constrangedor e de, ao invés do tenor, colocassem um manequim em seu lugar e o áudio de alguma gravação de James King antiga, eu me dava por satisfeito e ainda ia achar a melhor sacação da "encenação".
A Marzelline de McDavit não é maravilhosa, mas não é um desastre. Sua ária do primeiro ato foi cantada com bastante correção, embora a coloratura do dueto com Jacquino tenha saído completamente borrada. Aliás, foi durante a ária de Marzelline que aconteceu a única idéia boa da encenação, quando ela improvisa um vestido de noiva com os lençóis... Ao Jacquino de Attala Ayan, faltou um pouco mais de projeção em certos momentos, mas esse tenor, sem dúvida, tem qualidades óbvias que o fazem uma grande promessa para o futuro... Isso se houver espetáculo para ele cantar, já que o que mais há aqui é cancelamentos. Já Sebastião Teixeira, eu acho que é o mesmo caso de Dornellas. A voz em si, parece talhada para o personagem, mas não há disciplina ou consistência no que ele faz, portanto, no fim, ele não deixa uma impressão forte.
E eu que paguei R$ 70,00 por isso... Devia ter investido na compra de um DVD! :P

16.5.08

E, aproveitando o Fidelio do Rio, uma Leonore beeeeeemmmmmmmm melhor que a Dornellas...

FIDELIO

Kammerchor der Salzburger Festspiele
Chor der Wiener Philharmoniker
Berliner Philharmoniker

HERBERT VON KARAJAN, cond.

April 3, 1971

Leonore HELGA DERNESCH
Florestan JON VICKERS
Rocco KARL RIDDERBUSCH
Don Pizarro ZOLTAN KELEMEN
Don Fernando JOSE VAN DAM
Marzelline EDITH MATHIS
Jaquino DONALD GROBE
First Prisoner WERNER KRENN
Second Prisoner SIEGFRIED RUDOLF FRESE


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LOHENGRIN
Romantische Oper in drei Aufzügen
von Richard Wagner

Bayerische Staatsoper
Nationaltheater München

19. Januar 1999

Heinrich, deutscher König: Kurt Rydl
Lohengrin: Peter Seiffert
Elsa von Brabant: Adrianne Pieczonka
Friedrich von Telramund, brabantischer Graf: Hans-Joachim Ketelsen
Ortrud, seine Gemahlin: Waltraud Meier
Der Heerrufer des Königs: Jürgen Freier
Vier brabantische Edle: James Anderson, Peter Lurie, Hans Wilbrink,
Rüdiger Trebes
Vier Edelknaben: Solisten des Tölzer Knabenchors
Gottfried, Elsas Bruder: Luca Hennicker

Das Bayerische Staatsorchester
Der Chor der Bayerischen Staatsoper

Musikalische Leitung: Peter Schneider
Inszenierung: Götz Friedrich
Bühne: Andreas Reinhardt
Kostüme: Johanna Bronner
Licht: Michael Bauer
Chöre: Udo Mehrpohl

Eu ainda não ouvi tudo detendo-me nos detalhes... Para falar a verdade mesmo, só ouvi os trechos onde participa a fascinante Ortrud de Waltraud Meier. Sou louco pela Waltraud, não tem jeito! Nesses trechos, não fiquei muito animado pela Elsa de Pieczonka: achei a voz um tanto quanto escura para o papel e alguns agudos importantes desconfortáveis. Contrastada com a maravilhosa Meier então, sua atuação empalidece ainda mais... Não acho que exista cantora na atualidade, ou nos últimos 15 anos, que possa rivalizar com a alemã nesse papel (e em alguns outros...)

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12.5.08

Esse é o melhor Frau em muuuuuuiiiiito tempo!!!!

Richard Strauss
Die Frau ohne Schatten

Théâtre du Capitole à Toulouse
October 6 2006

Robert Dean Smith : Der Kaiser
Ricarda Merbeth : Die Kaiserin
Doris Soffel : Die Amme
Samuel Youn : Der Geisterbote
Silvia Weiss : Der Hüter der Schwelle / Die Stimme des Falken
Martin Mühle : Die Stimme des Jünglings
Qiu Lin Zhang : Eine Stimme von oben
Andrew Schroeder : Barak, der Färber
Janice Baird : Seine Frau
Hans-Peter Scheidegger : Der Einäugige
Gregory Reinhart : Der Einarmige
Ricardo Cassinelli : Der Bucklige

Choeur du Capitole
Orchestre National du Capitole

Conductor : Pinchas Steinberg

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10.5.08

Este blog está de luto

6.5.08

Depois de ler isso aqui, eu fiquei pensando se algum dia eu já ouvi alguma Konstanze que eu considerasse perfeita nessa que é das favoritas entre todas as óperas para qualquer pessoa com um mínimo de bom gosto! Bem, a resposta é obviamente não. Eu sempre imaginei que Konstanze deveria ser interpretada exatamente por vozes grandes e flexíveis o suficiente para lidar com Norma, Anna Bolena ou, para ficarmos em outro grande papel mozarteano, Donna Anna. Ou seja, esse é um papel muito mais para Maria Callas do que para Beverly Sills. E o que a gente geralemente tem cantando Konstanze por aí são Beverly Sills wannabe. É óbvio que agilidade é uma parte importante do papel, mas não pode-se esquecer que Mozart foi especialmente exigente no que diz respeito ao registro grave, onde são cantadas looooooongas frases. E nessas horas, tudo o que não se quer ouvir é uma cantora lutando desesperadamente para ser ouvida ou então forçando a voz abruptamente para uma voz de peito totalmente forçada, até porque em qualquer caso, vai-se perder outras qualidades que eu acho essenciais nessa personagem: feminilidade e delicadeza.
Bem, de todas as que já ouvi, minha favorita, e provavelmente de mais ninguém, é Christina Eda-Pierre, na gravação do Colin Davis. Ela não é exatamente a soprano dramático coloratura que o papel pede, e sim uma soprano lírico com razoável flexibilidade. Mas ela consegue, com determinação, disciplina e muita coragem, reverter as desvantagens e preencher a escrita de Mozart sua voz naturalmente sexy e feminina. Uma de minhas performances favoritas entre todas as cantoras que eu já ouvi cantando Mozart!
Ah, acho que eu já postei aqui tempos atrás um video no Youtube que, na verdade, era só o áudio acrescido de algumas fotos com Leyla Gencer cantando Martern aller Artern com muita desenvoltura e propriedade; infelizmente, não no alemão original, e sim numa versão em italiano. Acho que Leyla seria uma Konstanze definitiva se acaso tivesse gravado ou mesmo cantado no palco (com posterior divulgação pirateada, of course!!) em sua versão original. Mas, como esse mundo é um lugarzinho injusto, a única coisa que eu vou poder fazer é imaginar como seria... HUMPF!

Uma forma legal de se apresentar ópera a quem nunca ousou conhecê-la...

5.5.08

Um quiz interessante!!!!

29.4.08

Queria ver isso aqui ao vivo...

Wolfgang Amadeus Mozart : Idomeneo
(Idomeneo re di Creta)
17, 18(b), 19, 20(b), 21, 23(b), 24, 25(b), 26, 27(b) jul 2008 Other performances within 7 days and 125km
Maestro Jesus Lopez-Cobos
Produtor Luc Bondy
Cenário @cErich Wonder
Figurino Rudy Sabounghi
Iluminação Dominique Bruguière
~
Idomeneo Kurt Streit / Kobie van Rensburg(b)
Idamante Bernarda Fink / Joyce DiDonato(b)
Ilia Cinzia Forte / Maria Bayo(b)
Electra Emma Bell / Anna Caterina Antonacci(b)
Arbace Charles Workman / NN
El gran sacerdote Eduardo Santamaría

Nova coprodução com Teatro alla Scala, Milano; Opéra National de Paris

Tanto Bernarda Fink (ai, como eu gosto dessa cantora...) quanto Joyce DiDonato serão ótimos Idamantes, eu acho. Cinzia Forte, eu nunca ouvi; e Maria Bayo tem tudo para ser a mais adorável das Ilias. A Emma Bell está no papel errado: sua voz lírica e suave é um instrumento mais plausível para Ilia. Mas minha dúvida maior é a Elletra de Anna Caterina Antonacci. Bem, primeiro devo dizer que eu amo, adoro e idolatro essa cantora, cuja voz eu acho extremamente sensual (e isso certamente casa com Elletra), pesada, mas flexível (o que tb é desejável quando falamos dessa personagem). O fato é que Antonacci não fica muito à vontade quando a tessitura fica muito tempo lá em cima e dó agudo para ela já é um tanto quanto complicado e nem sempre ela tem essa nota para oferecer. Elletra demanda bastante da cantora e, para falar a verdade, eu nunca ouvi uma interpretação desse papel que me agradasse completamente. Vamos ver no que dá!

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Sempre fui um grande fã de Mariella Devia, mas sou uma pessoa realista e a voz dela, obviamente já teve seus melhores momentos lá pelos idos dos anos 70/80. Ainda bem que há um bom número de registros da melhor fase dela, incluindo uma sensacional Lucia no Scala, um ótima Konstanze, uma deliciosa Adina e vários outros registros de belcanto e neoclassicismo, incluindo uma Semiramide ótima junto ao Arsace de ninguém menos que Ewa Podles.
Eu só tive o prazer de vê-la ao vivo uma única vez, como Lucrezia Borgia. SENSACIONAL é pouco. A cena final, em que a protagonista entra em desespero por ter perdido o único filho é cantada com tanta correção e emoção que eu quase chorei em alguns momentos... E raramente coloratura foi cantada de uma maneira tão integrada ao resto do texto, surgindo não apenas para exibição vocal, mas para acentuar o significado da cena. Ela foi aplaudida tantas vezes naquela noite que não duvidoque muita gente saiu do teatro com calos nas mãos.
Bem, aos 60 anos de idade, seus dias de melhor voz já se foram, embora o que ficou é um substituto digno de nota. Eu ainda acho que vale a pena pagar um ingresso salgado no Scala ou em qualquer outro teatro para ver Mariella Devia. E arrisco-me a dizer que ela seria uma Norma muito boa mesmo agora... Com o que tem sido feito da sacerdotisa druida por aí, bem que poderiam deixar Devia ao menos tentar!!


MOZART: Il Flauto Magico (In Italian)

Tamino: Michael Shade
Pamina Elizabeth: Norberg-Shultz
Regina della Notte: Mariella Devia
Papageno: Alessandro Corbelli
Papageno: Mikie Nakamaru
Sarastro: Roberto Scandiuzzi
Monostatos: Sergio Bertocchi
Oratore: Andre Silvestrelli
Tre Dame: Debora Beronesi, Patrizia Dordi, Sara Mingardo
Orchestra e Coro del Teatro Comunale di Bologna
Direttore: Gustav Khun

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Em Mozart?????

Por que não vemos Juan Diego Florez cantando Mozart?
Eu, particularmente, acho que ele daria um excelente Belmonte, ainda mais se levarmos em consideração que este papel é raramente bem cantado...

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Opinião é uma coisa que varia muito, não???

http://ihearvoices.wordpress.com/2008/03/23/la-speranza-non-delude-sempre/

http://www.movimento.com/mostraconteudo.asp?mostra=2&escolha=4&codigo=3728


Na dúvida, sou mais a primeira opinião, até porque costumo discordar de quase tudo o que é publicado no segundo site... E chamar Adriana Clis, uma das cantoras mais talentosas do país e que poderia estar arrasando em qualquer teatro do mundo, de amadora, voz desigual e de respiração insegura... Isso me soa aquelas críticas vindo de cantores frustrados, que não conseguiram seguir carreira.

28.4.08

1954 era assim, hoje em dia...

http://deoperaeconcertos.blogspot.com/2008/03/temporada-1954-rio-de-janeiro.html

E mais Podles, porque eu simplesmente sou louco por essa cantora...

La Favorita (Donizetti)
San Juan, Puerto Rico
13 October 1984
broadcast

Leonora Ewa Podles
Fernando Vincenzo Bello
Alfonso Pablo Elvira
Baldassare Boris Martinovich
Ines ?

Conductor Imre Pallo


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Lucrezia Borgia - EDITA GRUBEROVA (role debut)
Alfonso d'Este - ILDEBRANDO D'ARCANGELO
Gennaro - JOSEP BROS
Maffio Orsini - EWA PODLES
Jeppo Liverotto - ROGER PADULLÉS
Apostolo Gazella - ALBERTO FERIA
Ascanio Petrucci - FRANCISCO SANTIAGO
Olofreno Vitellozzo - JORDI CASANOVA
Gubetta - ROBERTO ACCURSO
Rustighello - BÜLENT KÜLEKÇI
Astolfo - BÁLINT SZABÓ
Servi - XAVIER CAMORERA / PIERPAOLO PALLONI
Una voce - MARIANO VIÑUALES

ORQUESTRA SIMFÒNICA I COR DEL GRAN TEATRE DEL LICEU
Conductor - STEFAN ANTON RECK
Chorus Master - JOSÉ LUIS BASSO

http://rapidshare.com/files/95239974/Lucrezia_Borgia_GTL_26.02.2008.zip

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17.4.08

Norma???

Estive pensando: se Christine Brewer será Brünnhilde, porque não tentar Norma?? Eu já a ouvi como Donna Anna - na gravação do MacKerras - e foi muuuuuuiiiiiiito, muito bom!! Trinados e coloratura notáveis, voz realmente pesada e escura, muita habilidade nas variações de dinâmica, fora que ela se garante na enorme extensão vocal exigida pelo papel. Pode ser que ela não seja a nova Callas, mas acho que ela tem mais a oferecer neste papel do que Guleghina e Papian, por exemplo, só para ficar nas cantoras que interpretaram a sacerdotisa gaulesa na última produção do Met.


Mas acho que isso vai ficar só no queremismo... :(

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1.4.08

Da série, estou ouvindo agora...

31.3.08

Boccanegra

Eu ando meio obcecado com essa opera... Pensei que fosse fogo de palha, mas hoje a coisa tomou dimensoes inesperadas! Quero ver tudo, ler tudo, comprar tudo... Uma coisa! O estopim da crise: Dona Mirella Freni, seus trinados irrepreensiveis, sua linha de canto limpa, seu timbre lindo de morrer. E ela ainda estah ladeada por um Cappuccilli que nunca esteve tao bem na vida - bem, ele jah cantou melhor em outras encarnaçoes, mas aqui a expressao dramatica chega ao apice e mais que compensa falhas vocais!

Ah, abaixo o videozinho da cena com o final do Ato I e que serviu de estopim para essa historinha que estou vivendo com essa opera.

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Ken leeeeeeeeeee... tulibu dibu douchoo!

28.3.08

E neste domingo, na rádio MEC, vai haver a transmissão de Tristão e Isolda, assim como foi em algum dos dias dessa nova produção do Met. Quem estará interpretando os trágicos apaixonados? Eu não tenho idéia, mas torço para eles coloquem no ar o dia em que cantaram Janice Baird e Ben Heppner. Até porque eu adoraria conferir a interpretação da Baird, uma vez que as descrições de quem viu ao vivo ou acompanhou via broadcast foram as mais disparatadas possíveis. Muita gente a acusou inclusive de voz trêmula e insegura no registro agudo, que sempre foi a melhor parte da voz dela. Outros salientaram sua atenção ao texto e sua dedicação em colorir a voz de acordo com este.
De qualquer modo, ela não deve ser pior que o Zombie Voigt, cuja definição de colorir a voz deve ser parecida com algo como engolir um hidrocor. Estou doidinho, doidinho para ouvir esse Tristan, uma das produções mais comentadas do Met nos últimos anos, infelizmente, não pelas qualidades!

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Este blog é uma maravilha...

http://maisumadofalsario.blogspot.com/

É a própria apoteose do "de graça é mais gostoso"!!

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25.3.08

No Oscar de 2006, eu tinha uma favorita em mente para o de melhor atriz e não pude me conter em torcer para ela; só para afinal me decepcionar com a vitória de Reese Whiterspoon. Era Felicity Huffman, de quem eu era fã por causa da série Desperate Housewives. Mas eu cometi um pequeno erro: torci sem assistir ao filme; essa lacuna, eu preenchi ontem, quando o filme passou na TV. Hum, eu não vi o filme da Reese Whiterspoon, mas não acho que a interpretação dela seja brilhante. Aliás, e difícil falar em interpretação quando eu estou falando dessa atriz, porque acho que, embora ela seja realmente desenvolta e pode tranqüilamente levar um filme nas costas, acho que ela o faz muito mais calcada nessa desenvoltura e, sobretudo, em seu carisma pessoal. Isso e mais aquele seu charme juvenil.
Já com Felicity, a história é diferente. Qualquer pessoa que a tenha visto na série, sabe do que ela é capaz. Sua personagem é, ao lado da de Teri Hatcher, a mais rica e variada da série e ela tem que lidar com uma série de tramas onde sua aparente fortaleza é posta a prova constantemente, revelando uma mulher frágil, vulnerável, mas sempre pronta a dar a volta por cima e tornar ao comando. Huffman é irresistível e mesmo uma pessoa que ache que, por exemplo, Fernanda Montenegro é um porre que Vera Fisher é que e atriz de verdade, consegue perceber as nuances e sutilezas com que ela constrói sua Lynette. Por exemplo, quando Lynette dissimula ou mente para algum personagem, este compra credibilíssimo a mentira da personagem; o público, no entanto, sabe exatamente o que esta acontecendo nos olhos de Ms. Huffman. Tivesse ela uma vozinha mesmo que apenas razoável de soprano lírico spinto, e ela seria a Tosca de sua geração!
Daí toda a minha decepção com o filme. Primeiro, ele é ruim de doer, quase um desfile de clichês: como se o diretor (e também roteirista) Duncan tivesse assistido um sem-número de filmes independentes e alternativos sobre homossexualidade, prostituição masculina, transexuais e mais alguns road-movies onde os personagens vão construindo "uma história" no caminho, pegado tudo era mais recorrente e transformado no seu filme. Ate aí, morreu Neves, porque todo mundo já cansou de ver atuações ótimas em filmes sofríveis e Jessica Lange até ganhou um Oscar assim, excepcional que estava naquele filme pavoroso com o Tommy Lee Jones. Mas a atuação de Huffmann não é nada excepcional. Ela se prende muito no aspecto superficial da coisa: a voz, a postura, os gestos... Não há qualquer vestígio de espontaneidade em sua interpretação. E como se, em cada cena, ele quisesse deixar claro as horas em que ela ficou pensando como iria se sentar, falar, mexer a cabeça, colocar a mão, etc. Um ótimo exemplo disso e na cena em que finalmente sua personagem vai fazer a cirurgia de mudança de sexo e a câmera a pega andando pelo corredor do hospital. Há tantos maneirismos ali que aquela andadinha de 20 metros deve ter deixado a atriz exaaaaaaauuuuuuussssta. É nessa afetação toda que o personagem se perde e o que sobra não é muito forte para sustentar o filme. O contraste com Kevin Zegers, que faz o filho da personagem, e notável, uma vez que, mesmo interpretando um tipo "diferente" e que demanda uma certa caracterização em favor de se tornar crível, ele não perde a espontaneidade em momento algum. É ele quem se segura o filme. Felicity tem seus momentos de brilho – a cena final, particularmente –, mas nada inesquecível. O cinema ainda deve um bom papel para essa atriz brilhar de verdade!

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20.3.08

Impressões sobre as atuais e futuras Brünnhildes...

- Chistine Brewer será Brünnhilde ano que vem no Ring do Met. Deborah Voigt desistiu do papel e essa desistência foi a melhor coisa que ela já fez na carreira. Eu provavelmente não estarei em Nova Iorque em 6 de abril do ano que vem para Die Walküre, mas deve ter broadcast ou piratex, é claro, e eu já não me aguento de ansiedade! Brewer tem uma voz potente, escura, segura nas duas extremidades, embora um tanto quanto velada no registro médio (sinceramente, não me incomoda!). Ah, e ela é ótima nas gradações de dinâmica e seus agudos em fortíssimo não soam forçados ou gritados como os de Lisa Gasteen, para ficar em apenas um exemplo. Acho que se ela não vai ser uma Brünnhilde no estilo Varnay/Traubel de ser, mas será uma ótima opção a duplinha que canta mais frequentemente o papel hoje em dia: a já comentada Gasteen e Linda Watson.
- Mesmo que ela já vá completar 65 anos este ano, Luana DeVol ainda é uma senhora Brünnhilde, ao menos na última ópera do ciclo, Götterdämmerung, que das óperas do ciclo, é a que ela canta com mais frequência. Mas o Met não liga para ela e ela só estreou lá em 2006, numa Ortrud sensacional ao lado da Elsa (nada sensacional) da Karita Mattila.
- Ah, e quando é que o Met vai dar uma chance a Janice Baird??? A mulher é nova-iorquina, já está mais que consagrada em palcos europeus e o máximo que ela consegue no Met é ficar de stand-by para a Isolde da Deborah Voigt???
- Temos ainda, é claro, Gabriele Schnaut, que eu não sei se ainda canta esse papel. Eu a vi em Munique em 2006 em Götterdämmerung: muito da mágica já tinha se perdido e muito embora a stamina fosse realmente impressionante, ela já não conseguia disfarçar muito bem que variação na dinâmica não era muito a sua praia... E se formos ver lá no site dela a sua agenda, as escolhas de papéis dela estão meio esquizofrênicas, para dizer o mínimo: ela vai fazer o papel-título da Elektra de Strauss e com pouquíssimos meses de diferença vai enfrentar o papel da Ama, em Die Frau ohne Schatten. weeiiirrrd
- Outra para a lista: Eva Johansson. Nunca a ouvi em Wagner e para falar a verdade só a ouvi até hoje como Elektra. A voz não me soou muito impressionante não... aliás, eu não acho que ela seja soprano dramático de verdade: agudos em forte e fortíssimo soam absolutamente inseguros, desconectados do resto da voz e, vez por outra, gritados. Não sei se Brünnhilde seria um papel bom para ela.
- Susan Bullock, outra que acho que não seja soprano dramático de verdade, mas acho bem interessante... Já vi como Elektra e a impressão que tive é que ela cantou tudo tão facilmente que no fim da récita estava preparadíssima para começar tudo de novo! Mas, como Brünnhilde, é ver para crer!
- Ah, e tem uma Catherine Foster, que eu não sei nem de onde vem, mas vem cantando papéis de soprano dramático em vários teatros alemães, mais notadamente em Weimar.

Dentre essas e outras, quem será a Brünnhilde ideal de hoje??

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Hummmmmmm, queria estar aqui hoje.

Duas Divas que eu adoro!!!

17.3.08

A propósito!

Eu devo ser surdo mesmo...
Deborah Voigt recebe as melhores críticas que uma cantora de ópera pode receber na imprensa americana e eu simplesmente não entendo o porquê!!!
A única coisa interessante na voz dela e o registro agudo, que pode ser realmente excitante, seja a dinâmica que for. Só que nenhuma soprano vive só de agudos, muito menos uma soprano dramático. O registro médio, senhor dos trabalhos, chefe de tudo o que acontece na voz de um cantor e responsável por conectar as extremidades da voz, é um tanto quanto sem cor; bem sem salzinho mesmo... Já o registro grave é extremamente desagradável e, dependendo do dia que La Voigt esteja tendo, completamente desconectado do resto da voz!
Como se não bastasse isso, a mulher não tem um grama de imaginação sequer! A cor da voz é sempre a mesma, o fraseado vai de lugar-comum a desatre de trem, fora que ela nao é das atrizes mais engajadas, para dizer o mínimo. Ah, quem viu a Gioconda dela lá no Liceu, em Barcelona, sabe que dicção da moça quando cantando em italiano pode ser esquisítíssima.
Eu a vi ao vivo apenas uma vez, no Met, como a Ariadne de Strauss, e, céééééééuuuuus, foi um pesadelo! E olha que Ariadne é daqueles papéis maravilhosos que até com cantoras mais ou menos costuma funcionar! Não custa lembrar que foi um papel escrito para a mais imperfeita tecnicamente das grandes divas do passado, Maria Jeritza, cujas deficiências técnicas não a impediram de ser estrelíssima de primeira grandeza nem de ser uma das favoritas de um compositor do quilate de Richard Strauss, por exemplo! Ele ainda a dedicou mais dois papéis: Kaiserin e Helena de Tróia.
Meu ponto é que não é necessario ser uma puta cantora, ter uma voz indestrutível, a maior das extensões, todas as cores... Opera é drama, e por mais que eu e todo mundo queiramos (ai, que palavra esquisita!!!!) a perfeição absoluta, quando nós, fãs dessa arte, vamos ao teatro, compramos um cd, baixamos uma mp3, seja lá qual for a mídia, o que nós queremos é ver aquela historia tomar forma, aqueles personagens tomarem vida. Ninguém quer ver Deborah Voigt e Ben Heppner, para citar a atual produção do Met para o Tristan de Wagner; o que queremos ver, ouvir, sentir é Tristão e Isolda, o casal trágico de amantes!!!! E não é necessário que o cantor seja perfeito em sua vocalização porque perfeição é uma abstração, impossível de ocorrer, até porque sua própria noção varia de pessoa para pessoa.
Finalmente, se aparentemente eu sou surdo para Deborah Voigt, não o sou, por exemplo, para Adrianne Pieczonka, uma Straussiana e Wagneriana bem mais aplicada e bem-sucedida artisticamente. Deve ganhar bem menos por récita... mas pode se gabar de ser bem melhor!!!

12.3.08

D'Amor al Dolce Impero

Existem árias que são lindas, mas que são relativamente fáceis para o cantor... Existem árias dificílimas e que já nos damos por satisfeitos apenas com a bravura do cantor ao tentar enfrentá-las. Mas existem árias que simplesmente separam os bons, os regulares, os satisfatórios dos sensacionais ou dos simplesmente lendários...
Para mim, este é o caso dessa ária, onde mais do que em qualquer outro trecho de qualquer outra ópera onde ela se destacou, Maria Callas estabeleceu o paradigma até hoje insuperável. Foram diversas as cantoras que já enfrentaram esse papel dificílimo, sem nunca fazer sombra para a soprano grega. Aqui, inclusive, uma compilação de 12 cantoras, cada uma cantando um pedaço da ária mais diabolicamente difícil saída da cachola do Sr. Rossini. E aqui, quem é quem.
E aqui embaixo, algumas delas na ária inteira e tb Callas - os agudos com que ela termina a ária são espetaculares e os aplausos entusiasmadíssimos da platéia do Scala são a confirmação de aquela era realmente uma noite especial!
Uma pena eu não achar nenhum trecho de Nelly Miricioiu em seu auge nessa mesma ária... É a única que eu acho que faz alguma sombra a Callas!

Maria Callas


Jennifer Larmore


Montserrat Caballe


June Anderson


Reneé Fleming

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3.3.08

É velha, mas é irresistível...

Duas bichas "fashion" foram acampar às margens de um rio. Elas caminharam alegremente com suas camisas "Armani", bermudas "Versace", mochilas "Victor Hugo" e botinhas "Calvin Klein" o dia inteiro. Cansadas, resolveram acampar. Quando terminaram de armar a barraca (no bom sentido) já era noite e as meninas estavam EXAAAUUUSTAAAASSS!! Resolveram, então, ir para a cama (num ótimo sentido) mas separadas, pois bicha tem urticária de bicha. Então a mais serelepe delas disse: -Imagine!!! Com um LUUUUXOOOO de céu estrelado desses, você acha mesmo que euzinha vou dormir dentro dessa barraquinha HORROOOROOOSA, minúscula e sem graça? A outra, preocupada: -Mas pode ser perigoso. ? ! Melhor ficarmos juntinhas aqui mesmo. E a corajosa: - F-U-I, fui !!! Uma ficou na barraca e a outra foi dormir às margens do rio. Acontece que durante a noite veio um jacaré enorme, muuiintcho grande meishmo e.... CRRAAAAUUUU, comeu a coitada da bicha inteira (gastronomicamente falando), numa única mordida, deixando somente a cabeça do alegre viadinho, com seu boné da YSL para fora. Na manhã seguinte, a bicha sensata se levanta: -Bom dia sol, bom dia flores, bom dia natureza, e... aaaaaaaaaaaaaaiiiii...!!!!! E correu para ver a amiga aventureira. Chegou pertinho do rio e viu o jacaré parado, barrigão pra cima, todo feliz, e só a cabeça da bicha pra fora da boca do animal... Olhou, olhou e exclamou: GEEENTEEEEMMM!!! ? UM ESCÂNDALO ESSE TEU SACO DE DORMIR DA LACOSTE....!!!

28.2.08

Como eu adoro Mara Zampieri...

E podem falar mal à vontade que eu não ligo a mínima!!!

22.2.08

Quem é essa mulher???



Eu a achei bastante boa e bem que gostaria de ouvir mais! :)

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18.2.08

Essa uma Traviata imperdível...

E prestem atenção à parte do "conforto"...

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15.2.08

Será que existe Frau melhor que esse aqui??
Será que alguém cantou melhor que Grace Hoffman o papel da Ama??
Será que existe melhor Farberin que Ludwig??

Tantas perguntas... mas p/ mim eh tudo não... :P

E ainda tem Lucia Popp e Olivera Miljakovic em papéis pequenos!

Jess Thomas (Der Kaiser),
Leonie Rysanek (Die Kaiserin),
Grace Hoffman (Die Amme),
Walter Kreppel (Der Geisterbote),
Lucia Popp (Ein Hüter der Schwelle des Tempels; Stimme des Falken;
Solostimme; Dienerin),
Margarita Lilowa (Eine Stimme von oben),
Walter Berry (Barak),
Christa Ludwig (Frau des Barak),
Fritz Wunderlich (Erscheinung eines Jünglings/Vision of a Young Man),
Siegfried Rudolf Frese (Der Einäugige),
Ludwig Welter (Der Einarmige),
Erich Majkut (Der Bucklige),
Margareta Sjöstedt (Solostimme; Dienerin),
Olivera Miljakovic (Solostimme),
Laurence Dutoit (Solostimme; Dienerin),
Judith Hellwig (Solostimme),
Liselotte Maikl (Solostimme),
Margarita Lilowa (Solostimme),
Chor der Wiener Staatsoper, Orchester der Wiener Staatsoper, cond.
Herbert von Karajan

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Existe algo mais sublime do que Christa Ludwig cantando Barak, mein mann???
Se existe, simplesmente não me contaram!

12.2.08

Que tal um pouco de Eliane Coelho

A diva brasileira hoje está cantando menos, dedicando-se mais à formação de novos cantores e tal, mas vai ter a estréia dela como Ariadne auf Naxos no festival de Manaus este ano. Infelizmente, o Municipal do Rio nunca estabeleceu algum tipo de colaboração com o teatro amazonense para que produções encenadas lá pudessem o ser também em terras cariocas... Fazer o quê??? Comprar uma passagem para Manaus e torcer pelo fim do caos aéreo!

AIDA
Opera in quattro atti di Giuseppe Verdi.
Libretto di Antonio Ghislanzoni da un racconto di Auguste Mariette.

Aida: Eliane Coelho
Radamés: Lando Bartolini
Amneris: Dolora Zajick
Il re: Goran Simic
Ramfis: Kurt Rydl
Amonasro: Wicus Slabbert
Un messaggero: Ruben Broitman
Sacerdotessa: Julia Faulkner

Chor und Orchester der Wiener Staatsoper
regência de Jun Märkl

Wiener Staatsoper, 28 de março de 1996.
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Giuseppe Verdi
Macbeth

Eliane Coelho (Lady Macbeth)
Leo Nucci (Macbeth)
Erwin Schrott (Banco)
Kostadin Andreev (Macduff)
Benedikt Kobel (Malcolm)
Waltraud Winsauer (Dama di Lady Macbeth)
Alfred Šramek (Medico)
Mario Steller (Domestico di Macbeth)
Krisjanis Norvelis (Sicario)
Krisjanis Norvelis / Amadeus Knabenchor (Apparizioni)

Chor und Orchester der Wiener Staatsoper
Simone Young

Wiener Staatsoper, 28.II.1999

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ARABELLA
Lyrische Komödie in drei Akten von Richard Strauss.
Text von Hugo von Hofmannsthal.

Graf Waldner, Rittmeister a.D.: Alfred Šramek
Adelaide, seine Gattin: Gertrude Jahn
Arabella: Eliane Coelho
Zdenka: Angela Maria Blasi
Mandryka: Wolfgang Schöne
Matteo, Jägeroffizier: David Kuebler
Graf Elemer: Richard Brunner
Graf Dominik: Wolfgang Glashof
Graf Lamoral: Roland Schubert
Die Fiakermilli: Ulrike Steinsky
Die Kartenaufschlägerin: Waltraud Winsauer
Zimmerkellner: Adolf Tomaschek
Welko: Gerhard Panzenböck
Djura: Ulrich Großrubatscher
Jankel: Josef Pogatschnig
1.Spieler: Jörg Schneider
2.Spieler: Hubert Csillag
3.Spieler: Michael Heigl

Chor und Orchester der Wiener Staatsoper
Ulf Schirmer

Wiener Staatsoper, 15 de Janeiro de 1992

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1.2.08

Mais Lohengrin...

Astrid Varnay como Ortrud (E aqui numa dobradinha imperdível com Birgit Nilsson)
1954, Jochum
Lohengrin – Wolfgang Windgassen
Elsa von Brabant – Birgit Nilsson
Ortrud – Astrid Varnay
Telramund – Hermann Uhde
Koenig Heinrich – Theo Adam
Heerrufer – D. Fischer-Dieskau
Vier Brabantische Edle:
Gerchard Stolze, Eugene Tobin, Toni Blankenheim, Franz Crass
Vier Edelknaben:
Lotte Kiefer, Gerda Grasser, Erika Eskelsen, Roswitha Burrow

Chor und Orchester der Bayreuther Festspiele
Dirigent – Eugen JOCHUM
Bayreuth 1954

http://www.badongo.com/file/592454
http://www.badongo.com/file/592860
http://www.badongo.com/file/593093
http://www.badongo.com/file/595355
http://www.badongo.com/file/596736

E Astrid Varnay como Elsa... (E Kerstin Thorborg é um Ortrud excitante!)

LOHENGRIN

Lohengrin...............Lauritz Melchior
Elsa....................Astrid Varnay
Ortrud..................Kerstin Thorborg
Telramund...............Alexander Sved
King Heinrich...........Norman Cordon
Herald..................Mack Harrell
Noble...................Emery Darcy
Noble...................John Dudley
Noble...................George Cehanovsky
Noble...................Lansing Hatfield

Conductor...............Erich Leinsdorf

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XXXXXX

Colônica, 1.11.2006

Heinrich der Vogler......Reinhard Hagen
Lohengrin................Klaus Florian Vogt
Elsa von Brabant.........Kirsten Blanck
Telramund................Krister St. Hill
Ortrud, seine Gemahlin...Dalia Schaechter
Der Heerrufer des Kцnigs.Samuel Youn
Vier brabantische Edle...Andres F. Orozco
.........................Keven Shen
.........................David Pichlmaier
.........................Julian Schulzki

Conductor: Markus Stenz

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XXXXXXXX

Lohengrin
Heinrich der Vogler......James Moellenhoff
Lohengrin................Stefan Vinke
Elsa von Brabant.........Hillevi Martinpelto
Telramund................Sergei Leiferkus
Ortrud, seine Gemahlin...Lioba Braun
Der Heerrufer des Königs.Jason Stearns
Vier brabantische Edle...Carsten Gloser
.........................Detlef Thamm
.........................Andreas David
.........................Thomas Oertel-Gormanns

Gewandhausorchester
Cond. Axel Kober

Opernhaus Leipzig, Premiere 18.11.2006
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Richard Wagner
LOHENGRIN

Lohengrin- Lauritz Melchior
Elsa- Helen Traubel
Ortrud- Margaret Harshaw
Telramund- Osie Hawkins
King Heinrich- Dezse Ernster
Herald- Hugh Thompson

conducted by
FRITZ BUSCH

Metropolitan Opera
25 de Janeiro de 1947

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XXXXXXXXX

LOHENGRIN

Lohengrin...............Ben Heppner
Elsa....................Karita Mattila
Ortrud..................Luana DeVol
Telramund...............Richard Paul Fink
King Heinrich...........Rene Pape
Herald..................Eike Wilm Schulte
Gottfried...............Lance Chantilles-Wertz
Noble...................Gioacchino Li Vigni
Noble...................Eduardo Valdes
Noble...................Brian Davis
Noble...................Richard Vernon
Page....................Aiden Bowman

Conductor...............Philippe Auguin

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Caterina Mancini

Minha mãe estava ouvindo um disco (sim, eles ainda existem e lá em casa...) com trechos de La Forza del Destino ao vivo em algum lugar da Itália que já não me lembro onde. A gravação não é stereo surround obviamente, mas é relativamente boa, ainda mais se levarmos em conta o fato de ser uma gravação ao vivo do início dos anos 50.
Bem, a cantora que faz a Leonora, e que é a razão desse post, chama-se Caterina Mancini. Esta é uma cantora que se alguém for procurar algo na internet (e eu já fiz isso :P) não irá encontrar muita coisa. Nem o ano em que ela nasceu se acha, nem se ela já morreu ou continua viva por aí. Um fã americano de ópera que eu conheço uma vez deu uma ótima definição: WILD. Não existem mais cantoras como ela por aí e se acaso ela estivessa na ativa agora, certamente seria considerada vulgar. Problema de quem achasse, eu a acho deliciosa! :)
A voz poderia ser descrita como uma soprano dramatico autêntica, cujo potência permitia que ela cantasse por sobre a orquestra com incrível facilidade. O timbre não era especialmente bonito, mas estava longe de ser feio; e era incrivelmente homogêneo em todos os registros. O registro grave era particularmente atraente, aveludado e charmoso, capaz de adicionar um tempero a qualquer performance. Devo dizer que ela não é de grande variação na dinâmica, seus pianíssimos muitas vezes são algo instáveis, mas os agudos em fortíssimo são um experiência absolutamente singular! Muito embora ela tenha cantado com mais frequência belcanto e primeiros trabalhos de Verdi, sua praia era mesmo verismo (foi uma Tosca FENOMENAL em vários teatros do mundo) e últimas obras de Verdi (Leonora do Forza, Aida, Amelia...).
Mancini tinha suas falhas, e eram muitas, mas é daquele tipo de cantora que vc sente dentro da personagem, totalmente dedicada àquilo que está acontecendo a sua volta; a impressão que eu tenho é que se ela tivesse que se jogar do palco, não pensaria duas vezes. Ela nunca se poupou e mesmo quando a música escrita pelo compositor a levasse para alguma zona desconfortável da voz, ela dava tudo de si. É uma cantora que mesmo tendo sido imperfeita, mesmo não tendo todos os meios para os papéis que interpretou, foi sempre excitante.

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31.1.08

Gruberová como Elisabetta!

O vocalismo de Gruberova aqui não é imaculado... mas eu gostei muito disso aqui!!

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30.1.08

Uma boa Carmen à vista...

Sylvie Brunet é uma mezzo francesa que eu acabei de ouvir no papel de Carmen. Nesse broadcast aqui:
G. Bizet
Carmen

Sylvie Brunet, Carmen
Nikolai Andrei Schukoff, Don José
Teddy Tahu Rhodes, Escamillo
Genia Kühmeier, Micaëla
Alain Gabriel, Le Dancaïre
François Piolino, Le Remendado
François Lis, Zuniga
Boris Grappe, Moralès
Gaële Le Roi, Frasquita
Nora Sourouzian, Mercédès

Les Musiciens du Louvre à Grenoble
Choeur des Musiciens du Louvre
Choeur d'enfants Sotto Voce
Dir. : Marc Minkowski
Enregistré le 10/05/07 au Théâtre du Châtelet à Paris

É meu primeiro contato com ela. Eu procurei uma foto dela na internet e só achei essa aí em cima. Se não a achei linda, achei que ela tem um rosto forte e que deixa um primeira impressão muito boa; sua voz em si não é um instrumento impressionante, a não ser pelo fato de ser bem aveludada (inclusive os agudos), mas como Carmen ela demonstra uma grande desenvoltura em tudo o que cantar, além de ter uma voz que se molda naturalmente às exigências vocais do personagem; se ela teve que adaptar-se em algum momento, fê-lo muito bem porque é imperceptível qualquer tipo de desconforto ou pressão na voz: ela soa sempre confortável e natural, como se Carmen fosse um papel escrito diretamente para ela. Mas essa é apenas uma de suas grandes qualidades no papel, uma vez que sua Carmen nada tem a ver com as, descupem-me o linguajar, "putas do cais do porto" que geralmente graçam pelo palco no lugar da personagem de Bizet nas vezes que essa ópera é montada. Ela trabalha nos pequenos detalhes, cena após cena, revelando a personalidade fascinante da personagem aos poucos de forma precisa e elegante. O único senão que eu poderia apontar é que às vezes, em sua elegância, ela está mais para uma aristocrata chique da belle epoque parisiense do que para uma cigana das ruas de Sevilha. Mas isso é um senão pequenininhoooooo... kkkkkk
Genia Kühmeier é uma gracinha, tem uma voz delicada e liiiiiiiiiiiiiiiinda de morrer e sua Micaela é simplesmente arrebatadora: ela não se fia apenas na beleza de sua voz, sua Micaela está realmente viva, acontecendo diante dos nossos olhos (ou ouvidos... hehehehe); é doce, inocente e apaixonada... Mas no 3º Ato, ela mostra que sabe o que quer e que sabe ir atrás disso, no caso, o Don Jose.
Teddy Tahu Roddes é o barihunk do momento e em quase todas as produções nas quais ele trabalha, o diretor de cena aproveita para tirar a roupa dele e deixar o corpo sarado do moço bem a mostra! Bem, cantando já não é grande coisa. Ele se ressente nas notas mais agudas e há um pouco de atuar com a voz para compensar... E isso vai da disposição que cada um tem para engolir isso... Eu não curto muito. Bem, mas voltando, no que não é muito agudo, ele até vai bem; nada inesquecível, mas tb nada para se atirar pedras. Mas se eu fosse ele, continuaria a malhar para continuar garantindo um troquinho tirando a camisa; parece que até o Met já o tem em vista pata isso..., quer dizer, para o papel do Conde em Le Nozze di Figaro na próxima temporada!!
Nikolai Andrei Schukoff é um tenor mais para lírico do que para spinto, então ele acaba se ressentindo nas passagens mais dramáticas. Mas não muito. Dá para segurar a barra. Nas passagens mais líricas, ele é ótimo! Seu Don Jose é vulnerável desde o início e, junto a Carmen suave e sutil de Brunet, torna toda a trama bem verossímil.

Eu amei esse broadcast... A regência do Minkowski é tudo de bom e eu nunca gostei tanto da abertura da ópera como dessa vez. Ouso dizer que foi o melhor condutor que já ouvi nesta ópera. E mais: prefiro a regência dele a do Beecham, cuja gravação com de los Angeles e Gedda nos papéis principais há séculos é considerada a melhor de todas as Carmens.

Ah, se eu conseguir esse broadcast em mp3, coloco os links aqui.

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29.1.08

Magdalena Kozena no Rondo Finale da Cenerentola...

Todo mundo está metendo o malho, mas eu gostei bastante! Bem melhor do que outras coisas que Kozena anda colocando na rua... O negócio é que nesse papel, atualmente, há concorrência fortíssima: Sonia Ganassi, Ruxandra Donose, Elina Garanca (e esta tão linda quanto Kozena) e, apesar de não estar cantando nos grandes teatros do mundo e julgando pelo que ela fez como Isabella (do L´Italiana in Algeri), Romeo (de I Capuleti ed Montecchi) e, especialmente, como Idamante (do Idomeneo), eu acho que a brasileira Luisa Francesconi tb seria genial nesse papel! :)

kozena-002.mp3

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25.1.08

Uma coisa inesperada... mas nem tanto!

Eu já sabia que Caballé tinha interpretado Ariadne no palco e existem sua Arabella e Salomé, além de sua incursão pelas 4 últimas canções, disponíveis em disco. Mas, de tudo isso, eu acho que Ariadne, que até onde sei não existe gravação com ela, é o personagem straussiano que melhor lhe cabe! Não estou falando de tessitura ou registro vocal, até porque Caballé, em sua longa carreira, ignorou isso muitas vezes e triunfou em muitos papéis, em tese, incompatíveis com sua voz de soprano lírico - Norma, Elvira, tanto a do Ernani, de Verdi quanto a do I Puritani, de Bellini, e até por Turandot ela se aventurou; ouso dizer, aliás, que ela rendeu melhor exatamente nos papéis que exigiam vozes mais pesada que a dela. Mas, voltando à bananosa, o que é mais importante aqui é que Ariadne é um papel onde Caballé pode se aventurar e mostrar toda a sua variedade como intérprete. Em alguns momentos, a voz pode até ficar no limite, mas Caballé, mais que outras cantoras, sabe como transformar usar as desvantagens a favor de sua interpretação! Bem, isso é só especulação, eu não ouvi essa Ariadne ainda! Mas não vejo a hora! :)

Metropolitan Opera House
20 de março de 1976

ARIADNE AUF NAXOS
R. Strauss-Hofmannsthal

Ariadne.................Montserrat Caballé
Bacchus.................Alberto Remedios
Zerbinetta..............Ruth Welting
Composer................Tatiana Troyanos
Music Master............William Dooley
Harlekin................Alan Titus
Scaramuccio.............Charles Anthony
Truffaldin..............Richard T. Gill
Brighella...............Douglas Ahlstedt
Najade..................Christine Weidinger
Dryade..................Cynthia Munzer
Echo....................Betsy Norden
Major-domo..............Nico Castel
Officer.................Paul Franke
Dancing Master..........Andrea Velis
Wigmaker................Russell Christopher
Lackey..................Andrij Dobriansky
Owner of Mansion........James Patrick

Regente.................James Levine

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Djokovic visitando Dessay!!

Esse video é ótimo e mostra o tenista sérvio Nowak Djokovic (que, aliás, acabou de meter 3 a 0 no Federer na semifinal do Australian Open) visitando os ensaios da Lucia de Lammermoor com a Dessay num dos intervalos do Aberto dos EUA no fim do ano passado. Não tem muita coisa para se ver ou ouvir, o video é bem rápido, mas é legal ver os dois trocando algumas palavras e Djokovic cantando um pedacinho da primeira cena de Leporello no Don Giovanni, fazendo todo mundo cair na gargalhada! Muito bom! :)

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24.1.08

Bem, não é que não goste de Wagner, mas a maioria das óperas dele me cansa. Eu acho que ele poderia ser um pouco mais conciso e favorecer com isso a narrativa. Mas se tem uma ópera que eu acho que não merece nenhum senão é Lohengrin. Não é à toa que esta deve ser a mais popular das óperas e a mais montada nas casas de ópera mundo afora (e eu acho que ganha até de Tristão e Isolda). Nela, Wagner foi preciso e conseguiu equilibrar o seu estilo, mais lento e contemplativo, com uma narrativa mais sequinha! Fora que o que mais tem são passagens orquestrais soberbas...

Cá uma excelente versão dessa ópera:

LOHENGRIN
BAYREUTHER FESTPIELE
JULHO-AGOSTO 1953

Lohengrin - WOLFGANG WINDGASSEN
Elsa - ELEANOR STEBER
Telramund - HERMANN UHDE
Ortrud - ASTRID VARNAY
König Heinrich - JOSEF GREINDL
Herrufer - HANS BRAUN
4 Nobres - GERHARD STOLZE, JOSEF JANKO, ALFONS HERWIG, THEO ADAM

Maestro do Coro - WILHELM PITZ
Regente: Joseph Keilberth

http://rapidshare.com/files/5517533/WagnerLohengrinKeilberth1.mp3.html
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http://rapidshare.com/files/5521957/WagnerLohengrinKeilberth3.mp3.html

E essa performance ainda tem o charme de trazer minha Ortrud favorita (junto a Christa Ludwig), Astrid Varnay. Eleanor Steber talvez fique em terceiro no meu ranking de Elsas, perdendo para Cheryl Studer e para a minha favorita de todas, e provavelmente de mais ninguém, Jessye Norman. Ah, a minha parte favorita é o longo dueto de Ortrud e Elsa no segundo ato, onde a primeira tenta enganar Elsa, encarnando uma perfeita Loba em pele de cordeiro.

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Essa SEMIRAMIDE é ótima!!!!

GIOACHINO ROSSINI - SEMIRAMIDE

Semiramide: Anna Caterina Antonacci
Arsace: Susanna Anselmi
Assur: Simone Alaimo
Idreno: Ernesto Palacio
Orore: Stefano Rinaldi Miliani
Azema: Maria Luisa Russo
Mitrane: Alessandro Nenci
L´ombra di Nino: Donato Di Stefano

Orchestra e Coro del Teatro Massimo Bellini di Catania
Regência: Richard Bonynge

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21.1.08

Maria Stuarda, assim como foi apresentada no La Scala

Donizetti: MARIA STUARDA

Milão, Scala, 15/01/2008

Elisabetta, regina d'Inghilterra Anna Caterina Antonacci
Maria Stuarda, regina di Scozia Mariella Devia
Anna Kennedy Paola Gardina
Roberto Dudley, conte di Leicester Francesco Meli
Giorgio Talbot Simone Alberghini
Lord Guglielmo Cecil Piero Terranova

Orchestra Teatro alla Scala di Milano
Coro Teatro alla Scala di Milano
Direttore Antonino Fogliani
Maestro del coro Bruno Casoni


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O que é preferível...??

Uma cantora experimentada, talentosa que, mesmo com a voz em frangalhos, saiba imprimir personalidade no que está cantando, criando uma experiência teatral de alto nível???

Ou uma cantora com a voz em fantásticas condições de temperatura e pressão, mas que é indiferente na enunciação do texto e que não consegue trazer a vida a personagem que está "interpretando"???

Bem, cada caso é um caso, mas a tendência é que eu prefira a primeira opção! Se a cantora em questão se chama Gwyneth Jones, aí não é nem tendência, é certeza! :)

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